Chocolate em outros idiomas

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Monroe in Some Like it Hot

AMO cinema, e em especial os filmes clássicos e os grandes astros e estrelas da época. Nesse ‘post’ o filme escolhido é …

DSCF1161

Acho que já deu para notar também que sou fã da maioria das estrelas do cinema, mas admito que tenho uma leve predileção por aquelas que são ícones e Marilyn Monroe encabeça a lista.

DSCF1120

Um de seus filmes, que é o meu preferido é o ‘Some Like it Hot’(1959 Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc.), bom, não vou comentar sobre o filme, afinal, é quase uma obrigação para quem gosta de cinema, assistir a esse clássico, e além do mais, o que não falta é a sinopse na net.

Trailer de 1959

 

Esse post é sobre a participação de M.M. e os acontecimentos paralelos à filmagem relacionados à diva Monroe.

Vamos voltar um pouquinho antes da época das filmagens, em 1957 Marilyn estava casada com Arthur Miller, ela o apoiava na época em que ele tivera problemas com a Justiça (acusado de ultraje ao Congresso), e esforçava-se ao máximo para ser uma boa esposa e se apagar diante do trabalho do marido (como se fosse possível, né? Diva é sempre Diva, ainda mais ela).

Enfim, nessa época os agentes examinavam seus projetos, pois ela estava decidida a não mais interpretar papéis de loura sexy. Até que recebeu a sinopse de duas páginas que Billy Wilder estava escrevendo, de um filme baseado numa antiga farsa alemã de 1932, chamada “As fanfarras do amor’.

Ele propôs a ela o papel de Sugar Kane (um bela cantora que toca ukelelê) numa banda feminina que terá a inclusão de dois homens travestidos para fugir de problemas com criminosos.

DSCF1111DSCF1119

Nossa diva não gostou da proposta (novamente uma loura estonteante e ‘bobinha’), mas pressionada influenciada por Miller (com problemas financeiros), aceitou a proposta. Wilder decidiu que as filmagens seriam em P&B para disfarçar a maquiagem de Curtis e Lemmon.

DSCF1142

Marilyn não ‘comprou’ a ideia de que sua personagem não reconheceria dois homens travestidos na história, mas “dizem as más línguas, e as boas confirmam” (ouvi esse termo na época da faculdade, dito pelo magnífico A. Bosi) que Strasberg (mestre do Actor’s Studio) a convenceu com alguns argumentos.

DSCF1118

No início de julho de 1958, ela desembarcou em Los Angeles com sua ‘coach’/secretária Paula Strasberg, Wilder desaprovava o método do Actor’s Studio, mas como Marilyn fora infectada com o vírus inoculado pelos Strasberg, ele assentia e para facilitar o andamento das filmagens, solicitava colaboração de Paula nas tomadas.

Bem, mas Marilyn ainda discordava de alguns pontos da personalidade de Sugar, pois ela não a queria caricaturar, tendendo a suavizar a personagem, o que não era bem o desejo de Wilder.

DSCF1133

Ela era irregular nas filmagens, algumas vezes pontualíssima e finalizando as cenas já na primeira tomada, e outras, muito atrasada, com esquecimento das falas, o que mantinha o clima imprevisível em suas aparições no estúdio.

Mas, ainda assim sua presença era singular e suas sugestões extremamente relevantes, foi dela a ideia do jato de vapor durante sua caminhada exuberante na plataforma da estação, e claro, que Wilder adorou e utilizou dessa sugestão. Uma das cenas clássicas do filme.

 

Durante as filmagens, Marilyn descobriu que estava grávida novamente, por esse motivo, seu ritmo de trabalho ficou mais complicado (atrasos e necessidade de duas horas para se sentir preparada para as tomadas) e a equipe não ficou muito contente com isso.

Mesmo com esses pontos o filme foi concluído em 06/11/1958 (20 dias de atraso) e ela não foi convidada para a festa de despedida oferecida por Wilder à equipe, no mesmo período, ela foi hospitalizada no Cedars of Lebanon Hospital por esgotamento, medo de aborto ou excesso de medicamentos.

O filme estreou em dezembro do mesmo ano e arrebatou a plateia, infelizmente para Marilyn, ela perdia seu bebê em Nova York, o filme foi um sucesso absoluto e com alta rentabilidade ao estúdio. E enquanto todos se divertiam com o trabalho dela, Marilyn perdia mais uma vez o filho tão desejado.

Ela atribuiu o aborto ao marido e Wilder que fora rude com ela durante as filmagens, ele por sua vez, de modo sarcástico disse que filmar com Marilyn o fazia ter vontade de bater na esposa, somente por ela ser mulher.

DSCF1153

Marilyn reagiu violentamente a essas declarações e se apoiou no marido para que tais insultos fossem respondidos.

Bem, o filme é uma verdadeira obra-prima, com suas ambiguidades e caricaturas de homens e mulheres, é feito com tanta graça e excelência que é impossível imaginar as tensões que se sucederam no seu desenvolvimento.

A cena final é um show à parte, a última fala “Nobody is perfect!” é tão inesperada quanto necessária para todo o enredo e proposta do filme. Não entrarei nas questões filosóficas, poéticas ou de meus devaneios sobre o filme (esse post está enorme … kkk).

DSCF1125

Marilyn contribuiu muito para o sucesso do filme, que ganhou alguns Oscars, mas ela ficou de foraSmiley triste (e abalou-se por isso), recebendo somente a indicação Polegar para baixo para o Golden Award de melhor atriz.

Sobre o filme:

  • Produção e Direção: Billy Wilder; Roteiro: Billy Wilder e I.A.L. Diamond; Filme: Ashton; e Apresentação: Mirisch Company.
  • Elenco Principal: Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon.
  • Oscar 1960 (EUA)
    Venceu na categoria de melhor figurino, com 5 indicações, nas categorias de Melhor Diretor, Ator (Jack Lemmon), Direção de Arte (P&B), Fotografia (P&B) e Roteiro Adaptado.
  • Globo de Ouro 1960 (EUA)
    Venceu nas categorias de Melhor Filme, Ator - Jack Lemmon e Atriz -Marilyn Monroe (Comédia/Musical).
  • BAFTA 1960 (Reino Unido)
    Venceu na categoria de Melhor Ator Estrangeiro (Jack Lemmon), com indicação na categoria de Melhor Filme de qualquer origem.

Em 1989, foi selecionado para a preservação pelo National Film Registry da Biblioteca do Congresso (EUA) como sendo "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativas", já no primeiro ano de votação.

No ano 2000, o ‘American Film Institute’ classificou ‘Some Like It Hot’ como o grande filme de comédia. “Uma das maiores comédias do cinema de todos os tempos.” (The Motion Picture Guide).

 

Linda canção “I Wanna Be Loved By You”, by Bert Kalmar, Herbert Stothart e Harry Ruby .

 

Lábios vermelhos

Fontes: Marilyn retrato de uma estrela, Marie-Magdeleine Lessana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...