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sábado, abril 16, 2011

Mais que Marilyn Monroe

“Os homens preferem as loiras” e eu prefiro a Norma/Marilyn

Que domingo precioso… hoje, terminei de ler “Marilyn – Retrato de uma estrela” de Marie-Magdeleine Lessana… e super recomendo para quem como eu admira essa show-woman e artista tão singular.

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O livro mostra uma versão de Marilyn muito mais densa, complexa e diferente a que a maioria está acostumada. Vemos na obra, uma mulher inteligente, perfeccionista, cuja paixão pela arte foi seu grande diferencial, e que não foi reconhecida/respeitada  como merecia na época.

A seguir, utilizarei um trecho do livro que julgo ser de grande relevância ao significado da diva Monroe:

“Sua luminosidade, descoberta espontaneamente, é objeto de uma renovada e incessante criação. Marilyn foi uma grande estrela e continua a brilhar. O fenômeno Monroe não consiste apenas na imagem de uma mulher glamourosa, um sex-symbol, que marca a metamorfose de uma época; é uma força, um sopro, imagem em movimento, uma fantasia viva cujo impacto foi incrível e cuja magia continua a enfeitiçar intensamente a todos nós.”

Agora, um pouquinho de sua curta vida:

Nascida Norma Jeane Mortensen (nome do segundo marido da mãe), no primeiro dia de junho do ano de 1926, em Los Angeles/EUA, mas foi matriculada com o sobrenome do primeiro marido de sua mãe por Grace Mckee, amiga e detentora do pecúlio de sua mãe (internada em um hospital psiquiátrico). Essa é uma das razões pelo uso mais frequente desse nome e das versões divergentes de suas origens.

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Casou-se 18 dias após completar 16 anos, e declarou posteriormente que sua decisão fora tomada baseada no medo de voltar ao orfanato, mas aos 20 anos já estava divorciada.

Foi fotografada pela primeira vez para um documentário relacionado às jovens mulheres patriotas participantes do esforço da guerra, sendo posteriormente convidada para posar em estúdio com o fotógrafo Conover.

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Assim, entrou para uma agência de modelos a Blue Book e em sua ficha constava suas medidas, dados e “olhos azuis, cabelos revoltos, conselho de tingimento e permanente, dentição perfeita, de um branco bonito.”

Foi a diretora da agência quem sugeriu que ela pintasse as madeixas de louro para um anúncio de shampoo, a partir de então, a diva loura começou a surgir.

Aos 20 anos conseguiu seu primeiro papel na Twentieth Century Fox na produção de Leon Shamrou que declarou “Sua beleza natural aliada a um complexo de inferioridade conferia-lhe um mistério.”

O estúdio começou a trabalhar para seu ‘batismo’ artístico, optando pelo sobrenome de solteira de sua mãe, Monroe. Nome esse sugerido por Grace que inventou uma descendência em linha direta com o presidente Monroe. Norma também quis mudar o prenome, e após contar sua história a Ben Lyon, ele sugeriu ‘Marilyn’ nome de sua ex-noiva Marilyn Miller, que fora abandonada pelo pai (o pai biológico de Norma não é conhecido, pois sua mãe teve alguns amantes).

Vale ressaltar que um dos tios de Norma chamava-se Marion Monroe, que se suicidou (detalhe meio mórbido não?).

Bem, os fãs dela já sabem de cor e salteado sua história e versões, mas alguns pontos me parecem absolutamente relevantes sobre sua personalidade.

Em novembro de 1954 foi hospitalizada por problemas de saúde, mas quando se recuperou soube que boates da moda recusavam-se a contratar artistas negros, e para apoiar sua cantora favorita, Ella Fitzgerald (rejeitada pela boate Mocambo). Marilyn se comprometeu a comparecer aos shows dela e ficar na primeira fila todas as noites de suas apresentações, e assim a boate ficava lotada nessas noites.

Ela mostrou nessa atitude seu modo peculiar de lutar a favor dos direitos civis e contra o racismo, sendo livre e política a seu modo.

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É digna de menção também sua participação em 8 de fevereiro para apresentação às tropas estacionadas na Coréia. Onde vestida de marinheira e saudando os recrutas em voos rasantes feitos pelo helicóptero, trouxe alegria e foi ovacionada pelos combatentes.

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Apresentou-se dezenas de vezes e cantou sobre tablados improvisados músicas memoráveis de seus filmes, afirmou em entrevistas posteriores que fora aquela uma experiência extraordinária.

Um comentário do fotógrafo Sam Shaw sobre ela merece ser citado “Ninguém imagina o quanto podia ser divertida. Marilyn nunca se queixava das coisas comuns da vida, nunca falava mal de ninguém e tinha um maravilhoso senso de humor.”

Uma curiosidade, Marilyn introduziu alguns toques a sua personagem no filme Os Homens preferem as Loiras, foi ela quem criou a réplica (ao pai de seu noivo quando esse lhe diz que a achava burra): “Posso provar minha inteligência quando for importante, mas a maioria dos homens não gosta disso”.

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Sobre esse filme, acho muita injustiça ela ter recebido menos que a atriz Jane Russell, afinal, olhando as duas versões da música ‘Diamonds are the girls best friends’ no filme cantada pelas duas personagens, a de MM é muuuuuito melhor, e não é por causa do cenário não.

Para finalizar, é importante mencionar que ela leu a obra Ulysses de Joyce, e que menciona suas impressões aos seu psicanalista (Greenson) em uma fita de áudio que teve sua transcrição publicada (em partes) por Matthew Smith, eis um trecho que consta no livro:

“No caso, Joyce escreve os pensamentos íntimos de uma mulher. Mas será que ele consegue conhecer seus pensamentos mais íntimos? Conhece-os de verdade? Após ter terminado minha leitura, compreendi porém que Joyce é um artista capaz de penetrar a alma dos seres humanos, homens ou mulheres.”

Ah, nesse livro vale atentar também à metáfora feita por ela sobre o orgasmo feminino. Smiley piscando

Esse assunto rende…

Ah, e não posso deixar de incluir algumas das versões da Barbie Marilyn Monroe, né?

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Boa noite!!! おやすみ なさい!!!

Lábios vermelhos

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